terça-feira, 30 de março de 2010

07:23



Uma das primeiras necessidades numa catástrofe natural, como o terremoto que recentemente assolou o Haití, é água potável. Porém, esse precioso líquido está se tornando um produto cada vez mais escasso, não só durante as catástrofes, mas, também, no dia-a-dia das pequenas e grandes metrópoles. Prevê-se que, igualmente ao petróleo, no futuro, as guerras serão travadas pela disputa de água doce.

A solução para esse problema é a dessalinização da água do mar, mas esse processo é caro e precisa de grandes quantidades de energia elétrica, algo que não se pode contar no caso de grandes catástrofes, como terremotos, furacões e/ou tsunami.

Afortunadamente, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão desenvolvendo um pequeno dispositivo que transforma a água do mar em água potável. As pesquisas, a cargo dos professores Sung Jae Kim e Jongyoon Han - ambos do Departamento de Engenharia Eletrônica e Ciências da Computação - já foram publicadas na revista Nature Nanotechnology.

O dispositivo se baseia num fenômeno conhecido como "polarização por concentração de ions": basicamente se extraem os ions da água do mar, que uma vez desprovida deles, se converte em água potável. Esse sistema não só separa o sal por eletroestática, como também os vírus e bactérias presentes no liquido.

O teste que confirmou tudo isso foi feito com água do mar contaminada com partículas de plástico e sangue humano. O dispositivo removeu 99% do sal e dos agentes contaminantes. A vantagem desse instrumento de depuração é que ele pode funcionar com energia solar e, pelo seu reduzido tamanho, transportado e manipulado por uma só pessoa.

Os cientistas reconhecem que somente daqui há uns dois anos esse dispositivo estará no mercado para comercialização, mas seu uso será suficiente para suprir a demanda de uma família inteira e que umas 1.600 unidades seriam suficientes para potabilizar 15 litros de água por ho

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