quinta-feira, 17 de novembro de 2011

09:41

Volte alguns anos no tempo, e se imagine novamente sentado nos bancos da escola. Enquanto você esteve naquele ambiente, uma coisa nunca mudou: sempre que você colocava a mão debaixo da mesa, havia no mínimo um chiclete grudado lá. Gomas de mascar grudam em roupas, no cabelo e em outros objetos indesejáveis. Mas cientistas irlandeses prometem transformar tudo isso em passado: eles inventaram um chiclete não grudento.

Quem consome geralmente não se importa, mas a goma de mascar não passa de uma borracha sintética adicionada de substâncias químicas aromatizantes e adoçantes. Os fabricantes de chicletes nunca conseguiram se livrar da propriedade “pegajosa” do doce, porque está na estrutura química da borracha.

Livrar-se dessa química (que faz o chiclete mascado se prender fortemente na maioria das superfícies, e não sair nem com fortes produtos de limpeza) seria perder as propriedades de sabor e duração do produto. A saída para esse problema foi encontrada por cientistas da Universidade de Cork (Irlanda): eles desenvolveram um chiclete biodegradável.

O novo processo de produção do chiclete “orgânico” foge totalmente do uso da borracha. No lugar dela, o ingrediente principal são proteínas de cereais. Tudo o que os pesquisadores precisaram fazer foi alterar quimicamente essas proteínas, para que ficassem mais elásticas. Com isso, estava criada a base para a nova goma de mascar.

Este chiclete é biodegradável. Enquanto a goma de mascar tradicional leva mais de dez anos para se decompor na natureza, essa nova iguaria se integra ao meio ambiente quase como se fosse um vegetal em seu estado natural. Os pesquisadores já patentearam a novidade, e agora buscam empresas interessadas em produzir a goma em escala industrial, e comercializar o produto.

Fonte: ScienceDaily

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