sexta-feira, 27 de abril de 2012

08:48


A Intel finalmente colocou no mercado os novos processadores Ivy Bridge, que correspondem à terceira geração dos chips iX (i3, i5 e i7). Desde o dia 23 de abril, as fabricantes de notebooks e computadores já estão vendendo os aparelhos com a novidade em vários países – mas ainda deve demorar um pouco até a chegada deles ao Brasil.

Fabricados com processos de 22 nanômetros, eles podem ser uma nova revolução no mundo dos chips. Ao mesmo tempo, muitos afirmam que se trata apenas de uma atualização dos processadores Sandy Bridge. Saiba tudo sobre eles e descubra se vale a pena investir algum dinheiro na nova geração da Intel.


Você pode saber exatamente o que apresenta cada um dos novos processadores sem precisar ver as especificações deles. Isso é possível graças às nomenclaturas aplicadas a todos eles. Como sempre, i3, i5 ou i7 representam a linha do chip. Em seguida vem o número “3”, que representa a terceira geração dos processadores Intel Core. Ao final disso, você pode ver algumas letras. Confira o que elas significam:

X: Extreme Edition;
Q: quad-core;
QM: quad-core mobile;
S e T: baixa tensão;
K: overclock desbloqueado.

No primeiro momento, não serão lançadas versões dual-core. Isso deve ser uma estratégia da Intel para influenciar as vendas dos chips mais poderosos e também para acabar com os estoques dos processadores Sandy Bridge (que devem ter o preço reduzido).


Contudo, segundo o site The Verge, isso deve mudar até o final de junho ou começo de julho, quando os Ivy Bridge dual-core serão também anunciados. Ao mesmo tempo, devem chegar os processadores ULV (ultra-low voltage, ou tensão ultrabaixa) para os portáteis.
O que esperar?


Quando os Ivy Bridge foram anunciados pela Intel, surgiram diversas promessas acerca das possibilidades que seriam oferecidas. Como acontece com todas as gerações, o mínimo que os consumidores esperam é mais velocidade no processamento das tarefas. E de acordo com a própria Intel, o aumento de desempenho em relação à geração anterior pode girar em torno de 7%.

Os chips Ivy Bridge apresentam a tecnologia Tri-Gate, que vai aplicar uma nova camada de transistores ao sistema – tornando-o “tridimensional” e permitindo mais controle, mesmo com os apenas 22 nm. Com isso, os impulsos elétricos não serão enviados para apenas uma superfície, facilitando a troca de informações e melhorando a eficiência energética e a velocidade do chip.


As principais vantagens dos transistores Tri-Gate foram apontadas pelo site BBC. O vazamento de energia é reduzido a quase zero, pois os transistores podem ser ativados e desativados até 100 bilhões de vezes em apenas um segundo. Além disso, é possível carregar as mesmas informações com menos energia (eficiência) e isso custa apenas 2% ou 3% a mais para os fabricantes.

Como o The Verge deixou bem clar
o, você não precisa comprar uma nova placa-mãe para instalar o Ivy Bridge – desde que a sua já seja compatível com os processadores Sandy Bridge –, pois os novos chips são conectados ao soquete LGA-1155. Mas isso não significa que ele vá funcionar com o máximo de suas possibilidades.

 
Soquete LGA-1155 (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Os Ivy Bridge possibilitam a utilização de conexões USB 3.0, PCIe 3.0 e, possivelmente, Thunderbolt. Mas para isso ser possível, a placa-mãe precisa ter suporte para o chipset Panther Point – algo que as mais antigas não oferecem. Por isso, quem continuar com a mesma placa poderá desfrutar de mesma velocidade, mas não dos mesmos recursos.

Fonte: Tecnomundo

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