segunda-feira, 22 de outubro de 2012

08:24
realidade E encontrado evidência de que a realidade pode ser uma simulação computadorizada

Físicos encontram evidência de que a realidade pode ser uma simulação computadorizada .

Cientistas da Universidade de Bonn encontram evidência de que, em certos âmbitos do mundo físico, se revelam elementos que dão indícios de que nossa realidade, efetivamente, pode ser produto de uma simulação realizada por computador. Será que somos feitos mesmo de zeros e uns?

Parece uma tautologia, um solipsismo linguístico, mas nem por isso a pergunta é menos pertinente: nossa realidade é mesmo real? Tradicionalmente, esta questão foi abordada, sobretudo pela filosofia e o pensamento especulativo, indo desde o véu de Maya dos antigos indianos, até a hipótese mais contemporânea de que nossa realidade pode ser uma simulação feita por computador, manejada por inteligências infinitamente mais superiores que a nossa e capazes, portanto de estabelecer um modelo tão complexo como o universo que cremos nossa morada.

Recentemente um grupo de físicos levou esta hipótese para além do argumento com um achado que revelaria a possibilidade de que, efetivamente, nossa realidade pode ser uma simulação computadorizada, como já teorizado dias atrás pelo cientista planetário da NASA, Rich Terrile, que diz que nossa vida é um videogame.

Os pesquisadores da Universidade de Bonn, dirigidos por Silas Beane, partem da premissa que de uma simulação deste tipo teria, por definição, uma estrutura fractal, uma simulação dentro de outra simulação dentro de outra simulação, sucessivamente, para gerar um cenário suficientemente complexo para dar a impressão de realidade, naturalidade, um universo cuja artificialidade não fosse notável.

O interessante é que esta estrutura sim existe na realidade física, e essa é a inquietante descoberta dos cientistas. Em um artigo intitulado “Constraints on the Universe as a Numerical Simulation”, Beane e companhia asseguram que essas simulações são parte essencial do mundo por cumprir a função de limitar as leis físicas.

Baseados na noção da teoria de campo reticulado -um modelo da física teórica oposto à noção de continuum do espaço ou do espaço-tempo- os pesquisadores propõem que em uma simulação computadorizada da realidade as leis físicas, que parecem contínuas, teriam que ser impostas em um retículo tridimensional discreto que avança em pequenos passos de tempo. Em outras palavras, este retículo espacial seria uma espécie de recurso ou dentro da simulação que, por exemplo, limitaria a quantidade de energia que as partículas podem ter dentro do sistema.

Em processos quânticos de grande energia -um feixe de elétrons, implantação de íons ou raios laser- isto efetivamente acontece. O retículo impõe um máximo de energia à cada partícula porque nada que seja menor que este pode existir dentro do sistema.

- “A característica mais interessante é que a distribuição angular dos componentes de maior energia exibem simetria cúbica no resto do retículo, se apartando significativamente da isotropia”, agregam os pesquisadores, com o qual sugerem que os raios cósmicos viajariam preferencialmente ao longo dos eixos do retículo, provocando que, ao serem observados, pareçam iguais em todas as direções, um traço que impede fazer medições precisas a respeito, pois “encontrar este efeito seria equivalente a ser capaz de ver a orientação do retículo no qual nosso universo é simulado”, segundo explicam, um pouco como se descrevessem esse momento de iluminação ou de arrebato tão comum em certas tradições místicas.

Por outro lado, o achado também mostra que conquanto pode existir evidência de que nossa realidade seja uma simulação, não há maneira -ao menos com os recursos com os quais contamos atualmente- de asseverá-lo com certeza total.


Fonte: Web Notícias

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