terça-feira, 13 de agosto de 2013

19:49

A liberação da faixa de 700 MHz para a exploração do sinal de internet móvel por parte das empresas de telecomunicações pode prejudicar o sinal de TV, tanto digital, quanto analógica. O uso da faixa para o 4G “é uma questão que afeta a recepção da TV como um todo”, declarou o presidente da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão), Olímpio José Franco, durante o 5º Encontro de Telecomunicações da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), realizado esta semana.
Maior interferência ocorreria no sinal de TV analógico

“Estamos falando da única plataforma de comunicação universalizada, independente de classes sociais”, alerta o consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Paulo Ricardo Balduíno. Segundo a associação, a TV aberta atinge 96% das residências brasileiras. O consultor ainda ressalta que “a interferência [de sinal] não é unidirecional, ela acontecerá tanto na TV, quanto na banda larga móvel”.

No entanto, Balduíno diz que é possível encontrar uma solução, desde que “todas as partes envolvidas [Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), radiodifusores e área de telecomunicações] conversem juntas”. O leilão da faixa de 700 MHz está marcado para o ano que vem, enquanto o sinal de TV analógico, que teria maior conflito com a internet móvel, só vai começar a deixar de ser usado pelas emissoras de TV em 2015, que vão terminar de operar com esse sinal apenas no ano de 2018.
Rusgas passadas

Não é de hoje que a Abert mostra descontentamento com a antecipação do leilão da faixa de 700 MHz para o uso do LTE (Long Term Evolution). Em agosto do ano passado, quando o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo cogitou a antecipação, a associação emitiu um comunicado afirmando que isso era algo “preocupante”, ainda mais em um momento em que, para ela, era “notória a dificuldade em atender o usuário [de telefonia móvel] de forma adequada” por parte das empresas do ramo.

Fonte: Baboo

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