quinta-feira, 4 de junho de 2015

14:52


Cerca de um bilhão de pessoas vivem sem eletricidade, e frequentemente fazem uso de lamparinas a base de querosene – uma maneira perigosa e cancerígena de produzir luz, que pode, inclusive, transformar uma casa inteira em cinzas. Uma nova campanha do Indiegogo quer oferecer uma maneira segura e reutilizável de produzir luz que não exija nenhuma fonte de alimentação.

Chamada de GravityLight 2, parece-se com uma daquelas lanternas que funcionam a dínamo. Mas, em vez de girar a manivela por dez minutos para produzir luz, a GravityLight é alimentada pela gravidade.

A inovação consiste numa polia pendurada no teto. E é simples de usar: levanta-se um peso de mais ou menos 10 kg (pedras, areia ou o que quer que seja) por uma corda, soltando-o quando este atingir o topo. Com a força da gravidade, o peso desce devagar, movimentando uma engrenagem que produz energia e ilumina uma luz LED. Quando o peso chega ao chão, é só repetir o processo. A luz pode durar entre 20 a 30 minutos para cada ciclo.

Lâmpadas à base de querosene, além de produzirem fumo perigoso, não são baratas: a equipa do GravityLight diz que chegam a consumir até 30% de um rendimento familiar. A GravityLight, por sua vez, custa menos de 10 dólares.

A campanha está especificamente a procurar ajudar famílias de países em desenvolvimento que não têm acesso à eletricidade, com atenção especial para as famílias do Quênia, país no qual esperam criar empregos com a produção local de GravityLights.

Faltando um mês para terminar, a campanha do Indiegogo arrecadou já metade do seu objectivo de 199 mil dólares para tornar a GravityLight uma realidade.

No ano passado, a equipa conseguiu financiar um modelo beta da lâmpada, que foi testado em mais de 30 países. Mas este modelo brilha mais e é fácil de usar, a iluminação dura por um período maior e a lâmpada acende-se enquanto é carregada.

Fonte: Academia dos Nerds

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