sexta-feira, 19 de agosto de 2016

13:48


Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, conseguiram um importante avanço que pode levar a uma revolução tecnológica.

Eles ultrapassaram um obstáculo no desenvolvimento de uma nova forma de purificar nanotubos de carbono – os semicondutores menores e mais ágeis que devem substituir o silício dentro de chips de computador e em uma ampla gama de produtos eletrônicos.

Criado o primeiro computador de nanotubos de carbono do mundo

“Uma vez que temos uma fonte confiável de nanotubos puros que não são muito caros, muita coisa pode acontecer muito rapidamente”, disse Alex Adronov, professor de química da Universidade McMaster, ao portal Phys.org.
O problema

Os nanotubos de carbono – estruturas semelhantes a cabelos que possuem um bilionésimo de um metro de diâmetro – são materiais minúsculos e flexíveis que podem melhorar muito a tecnologia de computadores e outros eletrônicos.

Corda de nanotubos pesa apenas 1g por 100 km, sustenta humanos

Um grande problema desse material, no entanto, tem sido desembaraçar os semicondutores metálicos dos de carbono, uma vez que ambos são criados simultaneamente no processo de produção das estruturas microscópicas, que envolve, tipicamente, gases baseados em carbono aquecidos a um ponto no qual aglomerados de nanotubos se formam espontaneamente como fuligem preta.

Apenas nanotubos puros de carbono ou metálicos são eficazes em aplicações práticas, mas isolá-los de forma eficiente provou-se uma dificuldade.

Mesmo quando a fuligem é moída, semicondutores de carbono e nanotubos metálicos ficam atados juntos dentro de cada grão de pó. Ambos os componentes são valiosos, mas apenas quando separados.
A solução

Pesquisadores de todo o mundo passaram anos tentando encontrar formas eficazes e eficientes de isolar os nanotubos de carbono para aproveitar o seu valor.

Nanotecnologia: nova descoberta pode revolucionar chips

Enquanto estudos anteriores conseguiam criar polímeros que poderiam deixar apenas os nanotubos metálicos para trás, ainda não podíamos fazer o oposto: dispersar os nanotubos metálicos, deixando para trás somente as estruturas semicondutoras de carbono.

O grupo de pesquisa de Adronov conseguiu reverter as características eletrônicas de um polímero conhecido por dispersar os nanotubos semicondutores, deixando o resto da estrutura do polímero intacta.

Ao fazê-lo, inverteram o processo, deixando os nanotubos semicondutores para trás, tornando possível dispersar os nanotubos metálicos.

Fonte: Hype Science
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