sexta-feira, 22 de junho de 2012

10:03
Equipe dos EUA responsável pela criação do supercomputador Sequoia, da americana IBM (Foto: Divulgação)


Os Estados Unidos voltaram a ter a primeira posição no ranking dos supercomputadores mais rápidos do mundo desde que a IBM criou o Sequoia, deixando para trás o japonês K, fabricado pela Fujitsu, que até então era o mais veloz do planeta. Cálculos que deixariam 6,7 bilhões de pessoas, praticamente a população do mundo inteiro, ocupadas por 320 anos usando calculadoras de mão, são feitas pelo Sequoia em apenas uma hora.

A supermáquina americana é 1,55 vezes mais rápida do que o modelo japonês e usa mais de 1,5 milhão de processadores, mais da metade do que o concorrente asiático. A tecnologia de ponta deve servir principalmente para conduzir simulações que ajudem o país a estender a vida útil de suas armas nucleares em processo de deterioração, evitando a necessidade de fazer testes. O Sequoia foi instalado no Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, na Califórnia, que pertence ao Departamento de Energia americano. Para Thomas D'Agostino, da Administração de Segurança Nuclear Nacional (NNSA, na sigla em inglês), o novo supercomputador garante aos EUA a liderança no setor e aumenta a confiança dos EUA em seu arsenal nuclear.

Concorrência mundial


Três anos atrás os EUA estavam no topo do ranking com outro supercomputador, mas no ano seguinte a posição passou para a China e depois ao Japão. Há seis meses, o país tinha seis posições na lista das dez supermáquinas mais rápidas do mundo, e hoje tem apenas três. A China e a Alemanha têm dois supercomputadores, e o Japão, França e Itália têm um cada. Entre os fabricantes destas máquinas, no entanto, a IBM lidera o ranking já que fabricou cinco dos dez mais rápidos do mundo. David Turek, da empresa americana, diz que a IBM se preparou durante dois anos para retomar a posição número um.

Fonte: Hate 404

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